terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rock in Rio: abertura com gosto de nostalgia


Assim como em 1985, o Rock in Rio 2011 começou om uma sexta-feira ensolarada e quente - o que não desanimou a multidão que foi até a Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A estrutura, montada para 700 mil pessoas, receberá nos sete dias de festival cerca de 160 atrações.
E assim como há 25 anos atrás, chegar no Rock in Rio exige sacrifício e paciência: engarrafamentos, estacionamentos longes demais e filas quilométicas. O que importa é manter o clima de festival.
E chegando na Cidade do Rock, a estrutura não deixa a desejar: o palco principal com 25 metros de altura, espaço de mais 120 mil quadrados que inclui três palcos alternativos, um parque de diversões de verdade - incluindo uma tirolesa que passa por cima do público, uma enorme roda gigante, e uma maior ainda praça de alimentação. Diferente das outras edições, o público agora ganhou um gramado, bem verdinho, pra assistir os shows. Bem melhor do que o areião que virava lama com qualquer aguinha.
E o festival teve início com o Palco Sunset, onde a banda Móveis Coloniais de Acaju e a Orkestra Rumpilezz incendiaram o palco com seu ritmo brasileiro bem dançante. logo depois, foi a vez de Ed Motta, o guitarrista Andreas Kisser e o músico português relembrarem clássicos do rock, como Burn, do Deep Purple. Em seguida, Bebel Gilberto e Sandra de Sá homenagearam Cazuza.
Às 19h, foi a vez de inaugurar o Palco Mundo, e o show especial ficou por conta de Titãs e Paralamas do Sucesso, com convidados como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Maria Gadú e a Orquestra Sinfônica Brasileira.
Logo depois, a musa pop Katy Perry alegrou o público adolescente. Em seguida, para descontentamento dos teens, e alegria dos saudosistas, Elton John fez um show enérgico e divertido, mas teve de deixar de fora um dos seus maiores sucessos, Your Song. É que a multidão queria e gritava pela Rihanna, mesmo com Sir Elton John no palco.
E com mais de duas horas de atraso - devido a uma festinha que Katy Perry organizou no seu camarim - Rihanna subiu ao palco, encerrando a primeira noite do Festival.

Katy Perry: a cereja pop do Rock in Rio


Com um pequeno atraso, devidamente esquecido pelo público, Katy Perry surge como se saindo de um bolo, com roupas de pin-up e cabelos azuis, ela faz a Cidade do Rock cantar "Teenage Dreams".
Em um palco que mais parecia a vitrine de uma confeitaria, ou sonho - de criança, não de adolescente - brilhavam cupcakes, doces e pirulitos. Entre os doces, uma sensual Katy, em um maiô cavado e penas de faisão, cantou a lasciva Peacock. Mas ela ainda não havia levado o público a delírio.
Para seu primeiro sucesso, I Kissed a Girl, Katy pediu para que o primeiro menino que tirasse a camisa subisse ao palco, desejo que foi prontamente atendido pelo Júlio, de Sorocaba (não sabe quem é o Júlio? assiste aqui )
Para a balada Thinking of You, a cantora apareceu com uma túnica com a bandeira do Brasil.Aliás, mudanças de roupas não faltaram no show; somente durante a música Hot and Cold foram sete trocas de roupa, somando dezessete trocas durante toda a apresentação, que teve duas horas.
Katy cantou todos os seus hits, Last Friday Night, California Girls, tomou banho de espuma no palco, se jogou pra plateia, e ao final, com o público ganho, se despediu fazendo coraçõezinhos com as mãos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mundo homenageia vítimas dos Atentados de 11 de Setembro

Americanos celebraram no Marco Zero os dez anos do ataque

No último domingo, americanos reuniram-se para homenagear às vítimas do 11 de setembro, que completou dez anos. Os ataques ao World Trade Center, ao Pentágono e a queda do vôo 93, com autoria da rede Al-Qaeda, mataram quase 3.000 pessoas, e aterrorizaram o mundo inteiro, que assistiu ao vivo a tragédia.

Veja abaixo um vídeos sobre a cerimônia americana.

A homenagem, realizada no Marco Zero, local onde ficavam as torres gêmeas, teve início às 08h40 (09h40 no Brasil); às 08h46, horário em que se deu o choque do primeiro avião contra uma das torres do edifício, o silêncio se fez. A cerimônia contou com a presença do presidente Barack Obama, que fez a leitura do Salmo 46, e do ex-presidente George W. Bush, que leu uma carta de Abraham Lincoln na guerra civil para uma mãe que perdeu seus cinco filhos.

Outros países, como a Austrália, Japão, Espanha, Paquistão e Londres, também realizaram cerimônias às suas vítimas. Nos ataques, morreram pessoas de 90 países. Na Itália, o papa Bento XVI realizou uma missa ao ar livre, em homenagem às vítimas. Em Paris, foi apresentada uma réplica de nove andares do World Trade Center, com os nomes das vítimas. Em Roma, o Coliseu ganhou iluminação especial, em solidariedade às vítimas, em paralelo às cerimônias especiais na Catedral de Notre Dame, de Paris, e a de Saint Paul, em Londres.

A cerimônia americana, que contou com mais de cinco mil pessoas, teve seu momento mais marcante quando os nomes das três mil vítimas foram lidos. O dia de homenagens teve seu encerramento em Washington, com um discurso realizado pelo presidente Obama, no fim da noite.



sábado, 10 de setembro de 2011

Rodrigo Lopes: preparação de uma vida inteira




No dia 29 de agosto, os alunos do Curso de Jornalismo da ULBRA Canoas, receberam o jornalista Rodrigo Lopes, do Grupo RBS, para mais uma edição do Papo de Redação. Rodrigo, que é repór


ter-internacional da RBS, conversou por duas horas com os alunos, onde falou sobre o jornalismo multimídia e cobertura em áreas de conflitos.

Para ele, “sem boa história não há tecnologia nem edição que segure uma matéria”. Ele mostrou também o que pesquisou quando se interessou pelo multimídia, como Mark Broden e Kevin Sites, que cobriu vinte guerras em um ano, acompanhado só de uma câmera

“As vantagens de ser multimídia é que amplifica o teu trabalho, a tua audiência”, explicou Rodrigo, destacando também que o profissional mais completo tem uma maior valorização no mercado, e o quanto hoje em dia é preciso a imagem como ilustração (nessa parte Rodrigo destacou o profissional de imagem e a direção de fotografia).

Sobre mídias sociais, o jornalista acredita que uma mídia não elimina a

outra, e que os conteúdos utilizados nelas não podem ser os mesmos. Para ele, “a mídia social acabou com a arrogância do jornalista, ela veio a favor do jornalismo de qualidade”.

A conversa então rumou para o tema “enviado especial” e o seu livro, recém-lançado, “Guerras e tormentas: diário de um correspondente internacional”. A sua primeira cobertura, relatada no livro, é a eleição na Argentina, em 2003, que lhe rendeu o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha, recebido em Madri, pelas mãos do Rei Juan Carlos.

Rodrigo já cobriu a morte do Papa João Paulo II e a eleição do Papa Bento XVI, a posse de Obama, o furacão Katrina, o terremoto no Haiti, o resgate dos mineiros no Chile, duas guerras no Líbano, e uma na Líbia, neste ano.

O jornalista, que tem especialização em Jornalismo Ambiental e em Jornal

ismo Literário também já fez dois cursos de jornalismo em áreas de conflito, e acredita que um enviado especial precisa ser generalista, ter uma boa base psicológica, pois ele vai estar inseguro, com diferença de idioma e costumes, terá também de lidar com as dificuldades de logísticas e de transmissão e saber que a tomada de decisão é sempre dele mesmo.

Sobre este assunto, Rodrigo foi questionado se há alguma linha editorial, por parte do Grupo RBS, a ser seguida em áreas de conflito, ao que o repórter afirmou não haver nenhuma pressão, que a decisão é sempre dele, de modo independente.


Para ele, é importante o aproveitamento das fontes e de informações, e que muitas vezes o processo que se percorre para chegar à reportagem já é a própria reportagem. E ele, que agora realiza seu sonho de cobrir guerras e lembra-se das aulas de geografia de história, diz que “o jornalista se prepara a vida inteira para esse momento”.


Crédito Fotos: Jéssica Maldonado